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1 de jun. de 2011

Continuando... "Você tem que ser parceiro parte 2"

II FERRAMENTAS, ESPECIALISTAS E PADRONIZAÇÃO DE MÉTODOS

Parceiro que é camarada entra no esquema organizacional, afinal não nomear o arquivo em caixa alta tracinho, a data tracinho, o que tracinho, de quem, fará com que o conteúdo do arquivo seja um mistério, afinal se ele veio num mail de assunto: "foto da dona Carmem", e a extensão é jpg, existe 95% de chance da imagem ser de um elefante equilibrista com guarda-chuvinha lilás.

Organizar pastas é uma coisa muito pessoal, o resultado pode ficar terrivelmente comprometido se um usar a nomenclatura leva 4 e o outro etapa 4. “Ah... com esse nome eu não vi”. Isso é um atravanco na produtividade sem tamanho, depois estas pessoas ainda retornam com frases feitas: “Isso não é produtivo” ou “eu tomei a iniciativa”em mails copiados para metade da torcida do Grajaú. Se você tivesse alguma iniciativa, meu caro profissional da onça, teria aberto a pasta que recebeu, dado uma olhada nos arquivos e feito o trabalho – isso sim seria produtivo!!!

11 de mai. de 2011

Você tem que ser parceiro

Quantas vezes você ouviu esta frase nos últimos 5 anos? O relaxamento de alguns ambientes de trabalho trouxe essa noção de parceria para quebrar o estigma de cliente/patrão/chefe. O que acontece é que, como diria o juiz comentarista: a regra era clara. ‘Parceiro’, vulgo macaco gordo cativo, geralmente escuta isso quando precisa fazer um preço camarada, e é gentilmente convidado a investir no ‘negócio comigo’, ficando implícito que o lucro é um sujeito oculto e indeterminado que nunca será apresentado a você.

I. SEM CONFIRMAÇÃO DE ENVIO NEM DE ENTENDIMENTO

A comunicação online trouxe grandes benefícios e agilidades, mas o advento dos smartfones chegou com a sugestão nada sutil de que se você pode estar conectado 24 horas. Portanto, o seu parceirão vai assumir que se não está, é porque não quer... Os e-mails vieram como uma evolução, mas trouxeram à tona a deficiência de leitura e interpretação de texto de boa parte da população. Sabe aquele pessoal que não tem paciência para ler piadinha, não adianta nem mandar? Pois é, eles também têm preguiça de ler o mails de trabalho, dão uma zapeada, buscam
uma ou outra palavra sem ler até o fim e respondem propagando o telefone sem fio, digo, a carta wireless do criolo doido. Falando em telefone, essa era uma ferramenta mais útil para estas pessoas, evidenciavam na lata e em bom som a problemática do ruído na mensagem. Elas tinham entonação, 'bem'.


Hoje qualquer solicitação deve ser feita por e-mail,mas para algumas coisas, o que funciona mesmo é o bom e velho telefone. Você liga, solicita e ouve: “Você pode me passar isso por e-mail?” Pronto, já sabe que ninguém vai dar bola pro que precisa nas próximas 48 horas. Da próxima vez manda só o mail. Tampouco resolve. E-mail funciona para fora do país, os gringos são uma beleza, tardam no fuso horário mas não falham e por aqui o povo insiste num preciosismo danado e desmedido.

aguarde dramas corporativos dos próximos capítulos...





23 de mar. de 2011

Arrastão

Hoje acordei com a sensação de que estava sendo engolida. Não. Não foi pesadelo, porque a impressão permaneceu comigo quando já estava de olhos abertos. (ou quase... não sou uma pessoa matinal) O que está me sufocando é um emaranhado de fios numa era do wireless, aos 30 e poucos anos, é a tecnologia que está me engolfando.

Quando penso que faço parte de uma geração que achava o máximo uma tela com cursor piscando em verde, um disquete do tamanho de uma frigideira de ovos estalados e fita k7... O mundo andou muito rápido nas últimas décadas e esta virada está mexendo muito mais profundamente com nosso comportamento do que sequer temos tempo de imaginar. Qual a minha surpresa quando me deparei com a coluna de Luli Radfahrer, “O mundo híbrido” que degustei junto ao meu café preto e vi: opa... não sou só eu...

“Boa parte da ansiedade em que se vive hoje vem de uma mudança de comportamento abrangente e silenciosa, que surgiu nas mídias sociais e se misturou a outras regras de convívio.”

A chamada do caderno de tecnologia da Folha hoje é o aniversário do Twitter, mas o que chama atenção mesmo é a parte ‘retrô’ que permeia todas as páginas e fala dos estranhamentos dos usuários de novas interfaces de seus programas favoritos. De como tudo fica obsoleto rápido demais, de como as versões beta nascem e morrem, sem necessariamente chegarem a vida adulta. De como já não dá mais tempo de se acostumar com as alterações e atualizações. É só você se apegar, deixar redondinho que ela muda outra vez. Estamos sempre como o coelho branco, atrasados. Nem precisa checar o relógio, vai nos atrasar ainda mais.

“Outras mudanças como a crescente acessibilidade e disponibilidade, são ainda mais agressivas (...) Plantas têm períodos férteis, todos precisam descansar uma parte do dia e nem as crianças mais mimadas das gerações anteriores acreditariam em um mundo sempre ligado, próximo e prestativo. Hoje, porém, é quase um crime estar indisponível. Todos precisam estar sempre prontos, quaisquer que sejam as condições. As vendas de Viagra que o digam.”


A coluna dá muito pano para manga, permite detalhamentos em muitos aspectos... Mas pulo para outra página: “Artista britânica desenha novidades e pinta usando máquinas de escrever.” (Desenha novidades... o que isso quer dizer? Que ela é uma artista criativa e original?!) Enfim, Keira Rathborne se vale de marcas e modelos clássicos (que ela designa vintage typewriters) como Smith Corona, Olivetti e Remington para compor obras com caracteres. Gente, a criativa em questão tem 27 anos! O que a destaca entre seus contemporâneos é justamente desenvolver arte offline. “Há uma nostalgia enorme (...) para todos além de certa idade. Algumas pessoas têm um apego muito romântico a elas”.

Se isso não é um jeito fofo de dizer que as pessoas sentem saudade de um tempo em que conseguiam acompanhar as mudanças, o que mais seria?





Texto do Luli na íntegra

www.keirarathbone.com/

14 de dez. de 2010

Arquivos ocultos... ops... quer dizer, amigos ocultos!

(isso é ato falho? o sistema travou? ou será memória comprometida?! xiiiiiiiiiiiiiiii)


O meu amigo secreto.......... é uma pessoa...... pronto, aí trava. Não sei para você, mas para mim é muito chato ter que ficar no centro da rodinha pisando em ovos para descrever alguém. E quando ninguém acerta nos palpites então... a coisa toda toma proporções eternas.
Nos últimos anos tenho praticado aquela modalidade de amigo oculto em que o sorteio é feito na hora, os presentes são todos genéricos e a graça está em justamente não saber o que haverá dentro de cada embrulho – mas saber que ele poderá ser ‘roubado’. A graça está no durante, na escolha do pacote (dos outros) pelo formato ou peso . É uma vertente nobre da brincadeira, afinal, praticamos o ‘desapego' dos presentes. (Tá bom... é manobra das massas, refém do apelo consumista... Mas, pelo menos é uma excelente desculpa pra reunir os amigos no final do ano).

A graça no antes acontece quando esta troca de presentes é organizada por um site. Amigo secreto via e-mail é mais prático, e vamos admitir, tem lá sua graça. É a sua chance de sacanear com todo mundo e sair impune.... Não tão inusitada ou divertida, a lista de presentes onde todo mundo ganha algo que queria, dentro de um teto estipulado, é bastante prática. Me parece a saída mais elegante para as empresas.
E foi nessa modalidade que me deparei com opções que me deixaram com a pulga atrás da orelha: a quantidade de promoções/sugestões de álbuns fotográficos. Alguém ainda usa?
Eu, particularmente ainda sou adepta do papel e lápis na minha mesa, portanto, deixo claro que não há nenhum tom de recriminação para com os que usam. Eu mesma, gostaria de imprimir mais, de passar pelo porta-retrato e dar aquele sorrisinho ‘recordar é viver’ com mais frequência... Mas, sério...Quantas pessoas você conhece que tenham feito álbuns, - não livros – álbuns com fotos? E você, gostaria de ganhar um? Se a resposta for sim, acredita que imprimiria as fotos e as arranjaria carinhosamente nas páginas?

E um livro eletrônico... daria um? Gostaria de receber um título? Quem não tem ipad ainda vai ter que ler no note ou no micro mesmo, e quem tem dificilmente vai levar o tablet para a beira do mar, sujeito à intempéries mirins (criancinhas correndo, jogando água e areia pra todos os lados) ou intempéries cutâneas (já pensou em ler tudo laranjinha graças ao seu óleo de efeito bronzeante de cenoura com curcuma?) Mesmo o bom e velho curinga, o CD , está ficando obsoleto e nos deixando novamente à mercê da meia, da gravata, da colônia e do vale-presente.

Tudo isso dito, o que eu gostaria de ganhar é uma foto, já impressa, para pôr num porta-retrato esquecido e fazer com que eu me lembre do momento, da pessoa que me deu e, mais importante, de que há ‘vida’ além da ‘janela’, que ‘nuvem’ é um algodãozão que bóia no céu e, que ‘rede’, é onde a gente deita pra tentar descobrir que bicho as danadinhas estão formando.

10 de nov. de 2010

Altos e baixos

Facebook revela os períodos em que mais namoros terminam, diz especialista

A regra é clara: há um padrão nos "cartões vermelhos". No spring break a galera faz a faxina geral! Já no Natal não se dá este tipo de notícia, não tem nada de espírito natalino, seria, ao contrário, crueldade pura. O povo agiliza e termina ao menos duas semanas antes, que é pra economizar no presentinho e fugir dos quitutes desastrosos das sogras! rs...

11 de jun. de 2010

O poder dos dedos

Antes que algum mente poluída pense que o assunto é proibido para algumas faixas etárias ou impróprio para o horário, já vou logo avisando que a censura é livre. O que me fez pensar na importância destes dez dedinhos selerepes que temos nas mãos foi um comentário no rádio, falando de como a função deles no mundo digital é enorme. Aí, me lembrei que eles são determinantes para nossa comunicação já há muito tempo.


Nós, mamíferos de polegares opositores usamos os 10 porquinhos muito mais do que para ir à feira... Entre eles seguramos a pena, o lápis e as canetas. O indicador já dava suas voltinhas no disco do telefone (lembra do pulse? 2, tec tec, 4 tec tec tec tec...) Hoje já falamos com alguns equipamentos, mas antes do "LIGUE – CASA", há a memória rápida ou os números discados no celular. Gente e o telégrafo? O precursor do dedo nervoso que atingiria seu ápice no zapping do controle remoto, que, por sua vez encontrou um oponente de peso nos torpedos sms e postagens no Twitter.

O clique no mouse, o deslizar nas telas interativas e o reconhecimento de digitais...

Sem eles não teríamos tanta destreza em catar milho no teclado, ficaríamos mudos à distância... A plaquinha da enfermeira pedindo silêncio não teria a mesma graça... e o na-na-ni-na-não perderia todo seu charme.

Viva o dedão, o fura-bolo, o pai de todos, o mindinho e o seu vizinho!

7 de abr. de 2010

Farmvillers Anônimos

Boa noite.

Meu nome é Daniela e eu sou viciada em Farmville.

Já faz duas horas que eu não planto nada. E já estou sentindo aquele impulso incontrolável de comprar mais uma arvorezinha. Todo dia é isso, assim que ligo o note mal posso esperar a varredura do antivírus e do ccleaner para fazer o login no Facebook.

Eu nunca gostei de jogos online. Nem offline. Não conseguia entender como as pessoas ficavam presas à tela trocando tiros e passando fases. No máximo um pouco de tetris ou algum jogo similar que desenvolvesse o raciocínio, algo que treinasse minha percepção para combinar cores, volumes e estratégias com alguma agilidade. Mas hoje eu sei: estava apenas me enganando.

No começo, eu nem achava graça nessa fazendinha, na verdade tinha outra, em que entrava de vez em nunca para mandar plantas aos colegas fazendeiros e fazer um “social counrtry”. Um dia não resisti aos convites de amigos e comentários postados... Todo mundo estava usando o aplicativo, menos eu. Em uma noite de domingo eu experimentei. Rapidamente subi de fase, ganhei moedinhas, galinhas e vaquinhas para continuar jogando e ganhando cada vez mais bichos. E os tratorezinhos? Eram tantas opções de sementes para plantar e tantos bônus ao visitar os amigos que abandonei a outra fazenda. Depois, abandonei o quebra-cabeças online e o bejewled... Passei a gastar todo meu tempo de recreação frente ao computador apenas tentando juntar presentes de amigos: macieiras, limoeiros, cajueiros, árvores de carambola.... E as mistery boxes?! Abri o máximo que pude esperando ganhar aquele enorme balão colorido... e a cada nova tentativa, mais uma decepção.

Agora, eu passo o dia bolando estratégias, entrando com senhas dos outros, criando perfis falsos e mandando mails para conseguir montar a minha casinha em estilo francês. Faltam 5 dias para o prazo e ainda faltam 3 janelas, 5 tijolos envelhecidos e 2 trepadeiras de parede... Não sei mais o que eu faço. Meus amigos e minha família já estão percebendo, têm reclamado que passo mais tempo navegando do que fazendo qualquer outra coisa. É embaraçoso... Não posso nem imaginar contar a eles que vale a pena, que a minha fazendinha agora é uma fazendona e que eu já tenho master em uvas, melancias e dafodilis.

Hoje tomei uma decisão e é por isso que estou começando no FA (Farmvillers Anônimos). Tenho uma meta de tornar este vício em apenas um passatempo esporádico, saudável, e, se não conseguir, vou parar. Nem que eu tenha que suspender a internet a cabo e passe a checar e-mails numa lan house, mas vou conseguir. Tudo tem um limite: Assim que completar a minha casinha francesa eu largo.

Ufa... Estou mais leve, obrigada a todos. Muito obrigada.

(aplausos)

Ah... Caso alguém aqui também faça parte do Restaurante City, do Máfia Wars, do Happy Aquarium, do Pet Society ou do Café World, gostaria de adicioná-los. É só me passar os nomes na saída...

6 de ago. de 2009

Você é viciado em internet?

Não consegue desconectar de Twiter, Facebook e MSN???
Pois saiba que para este vício já existe tratamento. É no HC, no Laboratório Integrado do Transtorno do Impulso.

Para testar se o seu nível de uso da web chega a ser patologia:

http://www.dependenciadeinternet.com.br/

12 de dez. de 2007

Sociedade Descartável

Para acompanhar a velocidade das coisas tudo agora tem que ser portátil, ecológico, tecnológico e não poluente – o que não deixa de ser contraditório, mas enfim, moda é moda. O mesmo vale para os relacionamentos entre as pessoas, semana passada conheci um cara que entrou no embalo e me tratou como bem de consumo. Um amigo ainda perguntou: “Durável ou não-durável?” Descartável! O típico “Nice shoes, wanna fuck?” Não? Uéééé, Por que você está perdendo seu precioso e escasso comodity aqui comigo? Não rolam mais drinks como antigamente...

Celular quase não tem vida últil, computador quase não tem vida útil, câmera quase não tem vida útil... a utilidade deles é fazer a gente renovar as parcelas assim que acaba porque já estão obsoletos. Tudo é muito imediato e frio, não sem tem mais caligrafia é tudo obra da impressora, que não encarou horas de lição de casa desenhando aquelas letras maiúsculas chatas entre as linhas paralelas do caderninho de capa dura. Agora a gente só gasta a letra em post-its - que é o único papel bem aceito pelos moderninhos, afinal agenda é uma coisa arcaica. (que eu adoro... e não vivo sem. Me amarro em lápis, lápis de cor, giz de cera... Pô, a vida pode ser muito mais alegre do que meia dúzia de grifa textos).

Outra coisa contemporânea que me embrulha as entranhas: não dá pra colar post-its na tela do note!!! Toda vez que eu tenho que ligar pro motoboy, pro delivery da padaria ou para aquela cliente chata que pede 12 retornos todo santo dia, sinto um aperto de saudade dos meus post-its verdinhos, rosinhas e amarelinhos. Era uma vida feliz que eu levava com os post-its em várias vias, que nem documentos protocolados. Ou então em cascatas, um em cima do outro... Tão coloridinho, tão alegre... Agora com essa tecnologia móvel, que abre e fecha... Onde é que eu vou colar os pecorruchos?Ainda por cima, arrumei mais uma coisa para me esquecer: a bateria. A praticidade tem seus custos... O note é ótemo, mas levar os fiozinhos... Não tem wireless de bateria não???

Oráculo de relacionamentos

A vida imita a arte e a web imita a vida – e a arte. Esta dimensão paralela que se apresenta no monitor e que está a sua disposição a qualquer momento, na verdade, não é tão paralela assim... De certa forma você fala com as pessoas, você as vê, você as espionona... Tudo muito cotidiano, igualzinho a um relacionamento normal. Portanto, os conselhos da vovó e os ditados valem para a vida virtual também. (Só não vale aquele de pegar a malheta, ou de levar o guarda-chuvas... O tempo até fecha, mas não está sujeito a trovoadas)

também e o de O mote de hoje é: o que os olhos não vêem o coração não sente.

Falar por uma janelinha pode ser mais fácil, dá tempo de pensar no que se está escrevendo e ninguém vê os músculos do seu rosto se contorcendo em angústia, ansiedade, ciúme... É uma voz sem timbre, que ganha emoção apenas nas maiúsculas. O out é fácil, mas o in.... Olhar o Orkut alheio, sendo este alheio próximo ou não,, pode ser pior que ir pra micareta com o ser amado. De quem é aquele scrap? De onde você conhece essa loira??? (leia-se mocréia) ???? Ou quem é esse cara? ??(leia-se fdp) Pois é, infelizmente agora tomo cuidado ao trilhar meu caminho pelas páginas dos amigos, é claro que eu já tive a minha cota de stress, mas tem gente que exagera. Eu jJá recebi ligações desesperadas para me silenciar por cometer esta distração de dar um “ei” para um colega!!!! Mais de um amigo quando recebeu o tal olá, responde pianinho por mail: “Não me mande nada no Orkut, minha namorada tem ciúme”. Alow......??? Namorada, não é muito pior eu trocar mails secretos com o seu gato??? Sim, porque ele responde assim por esta via sigilosa e ainda por cima morrendo de vergonha da opressão sofrida por um “olá” até então, inofensivo. As possessivas têm as senhas do e-mail e ainda se torturam lendo os “ois”, e imaginando convites à esbórnia. Tenha fé no taco filhota, eu não estou com um cacho de uvas, uma taça de morangos e um prosecco no gelo, numa lingerie de fazer inveja às musas dos quadrinhos italianos à espera do seu gatohomem. Muita calma nessa hora. Agora.... tenho que concordar que tem gente folgada nesse mundo. Para aqueles que vão além do oi simpático, um básico o que tem feito desde os tempo de escola e vamos marcar um happy e tal e coisa,, para estes: condenação unânime!, Ppodem contar com o meu voto! Já diz a capmanha campanha do guaraná, sem nhem nhem nhem... menos ainda no meu território! (Ppossessiva eu?)

Mas voltando ao tema, o Orkut tem uma carga relacionamental, um histórico de nossas vidas que transparece nos friends da lista, nas comunidades e nos famigerados scraps e fotos. É um oráculo, com presentemmmmm, passadommm e futurrrammm.... Uuma bola de cristal de grátis, que mostra com quem seus amigos estão te traindo, quantas mulheres/homens o seu/ a sua namorado/a conhece e não te apresentou... (só conta aquels com potencial... e cada um sabe onde aperta o calo, mas infelizmente são mais do que gostaríamos que existissem na face da terra.) Mostra também quem o seu affair atual pode estar pegando além de você! Se você achou que o commited era você, ledo engano... outra pessoa passou na frente fazendofez um a ultrapassagem pela direta!!, oO cruel é descobrir assim... uma fotinha (ai) dos dois felizes na balada. Ninguém merece.

Meu conselho: segurem a onda, o que os olhos não vêem o coração não sente, quem procura acha... Não fucem os ex, não fucem os atuais com muita gana de poôr os grilhões (Lembre do mail secreto... garanto que as mulheres têm muitas armas de sedução por mail, sabe aquelas que nem usam decotes?? mal passa batom?? Pois é... danadinhas... Os homens idem. Um convite para sair ganha um ar mais sapeca quando o “não” não é dado na cara... Fora pela internet é mais fácil de assimilar, e sempre pode dar em alguma coisa né? Tudo pode começar com um almoço....)

Seguiu a linha de raciocínio? Segure a imaginação e a curiosidade porque esse crime não compensa. E de acordo com um filósofo ex-amigo meu, os sentimentos são compostos de 70% convivência. (Ainda quero saber o que fica há nos outros 30...) Como a cigana, este oráculo de relacionamentos pode falhar e você acaba sendo o enforcado... Afaste os fantasmas e a nóia de saber quem entrou na página de quem e quem falou o que pra quem... Já ouvi gente achando que pedra no rim era gravidez só por causa de um scrap sobre ultrassom... Xô imaginação fértil! e tudo passa......


(Publicada em 2007 no extinto site SerCuritiba )

Beijos disseminados

Incontestável o poder de alcance da web, mais ainda seu poder sobre a curiosidade humana. Nada como meter o bedelho ou saber da fofoca antes... Existem verdadeiras instituições na Internet que provam que a grama do vizinho é mais verde. Mais que isso gurus online! Ou vai dizer que em um momento de dúvidas, de crise existencial você nunca arriscou os búzios, o I-Ching ou quem sabe um tarô cigano? (Se você nunca teve ganas de saber como seria um pai de santo online você definitivamente está navegando muito, muito pouco....e precisando de mais espiritualidade em sua vidinha de usuário).

Mas há um programa que se supera a cada dia: o Messenger.

Qualquer pessoa que se preze hoje em dia possui uma identidade virtual, acompanhada de um @hotmail ou @msn. Além de ser o bode expiatório da produtividade no trabalho – Que mal há em conversar um pouquinho? Sociabilidade é um pré-requisito para se trabalhar em qualquer empresa, não entendo porque o povo pega tanto no pé.... Que atire a primeira janelinha azul no lixo quem não estiver online!

O Messenger é uma excelente maneira de socializar os micos, as fotos da balada e de pregar peças logo na segundona... Outro dia mesmo um amigo muito espertinho entrou com o nick do meu ex cheio de assunto... Pode? Pode! Mas o que anda me surpreendendo é a capacidade de marketing do msn. Páginas amarelas dos amigos... É praticamente uma feira livre... todo mundo se mostrando que nem alface crespa na banca... ,< ** Roberto/Redator 9999 9999, disponível no mercado**>, .... (O que de tão interessante pode ter na vida alheia para existirem tantos blogs? E aquele monte de bichinhos e bonequinhas que se mexem? Céus o que é aquilo????!!!!) Eu tenho uma amiga que escreve literalmente o que está fazendo, um bbb online: , ou . Tem ainda um Bem querendo confeti mesmo, ninguém merece... A minha família está toda online, dos 8 aos 80... Minha mãe, por exemplo, foi obrigada a colocar , que era pro meu avô não se confundir se estava ou não estava... Mesmo assim ele entra no meu... Oi filha.. tudo bem? Cadê sua mãe?

Agora o fim de linha mesmo é o marketing pessoal... Como diz um amigo meu é a vitrine da solteirada!! Tem fotinhas (ridícula essa mania de falar fotinhas no feminino, porém altamente contagiosa), nicks simpáticos, convites ultraexplícitos para balada e sempre aquele pretexto para puxar um assunto: acabou de entrar. “Oi Cris.. tudo bem... pra que praia vc vai? Também estou precisando de um (solzinho)...” (ugh...)

Contudo, existem os nicks instigantes, aqueles que atiçam a imaginação, a porção literária que existe em nós. Tem os Drummonds, os Nelson Rodrigues e na esmagadora maioria os sofríveis wannabes... , , , . E tem os drops: , , ... Tenho uma amiga delícia online agora mesmo... e ela não deve estar falando da margarina... O que se passa na cabeça das pessoas? Das que escrevem, mas principalmente das que lêem? Vou propor um exercício: viaje - mesmo, senão não tem graça – nos nomes que estão aí agora, do seu lado, cheios de personalidade os com graça e os sem graça. Eu ofereço o meu em sacrifício estou .

Obs:. Se está se perguntando para quem seriam os meus beijos... deixe de ser curioso!

Obs2.: Agora você quer saber onde eles estão sendo disseminados?! Xereta! Isso pode ser impróprio para o horário!!!

Obs3.: Tolinho... é um trecho de um olá carinhoso da crônica do Veríssimo da semana passada. Afinal nada melhor do que fechar com Veríssimo para falar de qualquer texto na Internet. O pobre nunca pensou que fosse responsável por tantas comédias da vida privada....



(Publicada em 2007 no extinto site SerCuritiba)