11 de jun. de 2010

O poder dos dedos

Antes que algum mente poluída pense que o assunto é proibido para algumas faixas etárias ou impróprio para o horário, já vou logo avisando que a censura é livre. O que me fez pensar na importância destes dez dedinhos selerepes que temos nas mãos foi um comentário no rádio, falando de como a função deles no mundo digital é enorme. Aí, me lembrei que eles são determinantes para nossa comunicação já há muito tempo.


Nós, mamíferos de polegares opositores usamos os 10 porquinhos muito mais do que para ir à feira... Entre eles seguramos a pena, o lápis e as canetas. O indicador já dava suas voltinhas no disco do telefone (lembra do pulse? 2, tec tec, 4 tec tec tec tec...) Hoje já falamos com alguns equipamentos, mas antes do "LIGUE – CASA", há a memória rápida ou os números discados no celular. Gente e o telégrafo? O precursor do dedo nervoso que atingiria seu ápice no zapping do controle remoto, que, por sua vez encontrou um oponente de peso nos torpedos sms e postagens no Twitter.

O clique no mouse, o deslizar nas telas interativas e o reconhecimento de digitais...

Sem eles não teríamos tanta destreza em catar milho no teclado, ficaríamos mudos à distância... A plaquinha da enfermeira pedindo silêncio não teria a mesma graça... e o na-na-ni-na-não perderia todo seu charme.

Viva o dedão, o fura-bolo, o pai de todos, o mindinho e o seu vizinho!

7 de abr. de 2010

Farmvillers Anônimos

Boa noite.

Meu nome é Daniela e eu sou viciada em Farmville.

Já faz duas horas que eu não planto nada. E já estou sentindo aquele impulso incontrolável de comprar mais uma arvorezinha. Todo dia é isso, assim que ligo o note mal posso esperar a varredura do antivírus e do ccleaner para fazer o login no Facebook.

Eu nunca gostei de jogos online. Nem offline. Não conseguia entender como as pessoas ficavam presas à tela trocando tiros e passando fases. No máximo um pouco de tetris ou algum jogo similar que desenvolvesse o raciocínio, algo que treinasse minha percepção para combinar cores, volumes e estratégias com alguma agilidade. Mas hoje eu sei: estava apenas me enganando.

No começo, eu nem achava graça nessa fazendinha, na verdade tinha outra, em que entrava de vez em nunca para mandar plantas aos colegas fazendeiros e fazer um “social counrtry”. Um dia não resisti aos convites de amigos e comentários postados... Todo mundo estava usando o aplicativo, menos eu. Em uma noite de domingo eu experimentei. Rapidamente subi de fase, ganhei moedinhas, galinhas e vaquinhas para continuar jogando e ganhando cada vez mais bichos. E os tratorezinhos? Eram tantas opções de sementes para plantar e tantos bônus ao visitar os amigos que abandonei a outra fazenda. Depois, abandonei o quebra-cabeças online e o bejewled... Passei a gastar todo meu tempo de recreação frente ao computador apenas tentando juntar presentes de amigos: macieiras, limoeiros, cajueiros, árvores de carambola.... E as mistery boxes?! Abri o máximo que pude esperando ganhar aquele enorme balão colorido... e a cada nova tentativa, mais uma decepção.

Agora, eu passo o dia bolando estratégias, entrando com senhas dos outros, criando perfis falsos e mandando mails para conseguir montar a minha casinha em estilo francês. Faltam 5 dias para o prazo e ainda faltam 3 janelas, 5 tijolos envelhecidos e 2 trepadeiras de parede... Não sei mais o que eu faço. Meus amigos e minha família já estão percebendo, têm reclamado que passo mais tempo navegando do que fazendo qualquer outra coisa. É embaraçoso... Não posso nem imaginar contar a eles que vale a pena, que a minha fazendinha agora é uma fazendona e que eu já tenho master em uvas, melancias e dafodilis.

Hoje tomei uma decisão e é por isso que estou começando no FA (Farmvillers Anônimos). Tenho uma meta de tornar este vício em apenas um passatempo esporádico, saudável, e, se não conseguir, vou parar. Nem que eu tenha que suspender a internet a cabo e passe a checar e-mails numa lan house, mas vou conseguir. Tudo tem um limite: Assim que completar a minha casinha francesa eu largo.

Ufa... Estou mais leve, obrigada a todos. Muito obrigada.

(aplausos)

Ah... Caso alguém aqui também faça parte do Restaurante City, do Máfia Wars, do Happy Aquarium, do Pet Society ou do Café World, gostaria de adicioná-los. É só me passar os nomes na saída...

6 de nov. de 2009

Sem comentários...

"A beleza está a um interruptor de distância."

27 de out. de 2009

Pérolas domésticas

Sim, elas são muitas e diárias... mas, esta semana, uma em especial me chamou a atenção.
Havia um papel mal dobrado em cima da mesa com umas letras que dançavam para cima e para baixo... um pouco para o lado ligeiramente emendadas e com uma @ no meio.

Prontamente achei que era algum recado para mim, alguém que havia deixado um contato. Estava redondamente enganada. "O papel é meu" confessou a minha secretária do lar. "Esqueci aí em cima..." Pensei por uns dois segundos e resolvi que que ajudar não ofende. "Então... está escrito errado, você tem e-mail? Porque não vai conseguir mandar neste endereço aqui." Tão rápido quanto possível ela respondeu que sim, que o dela era GêMêil. Eu então expliquei o que havia de errado e ela agradeceu, pois realmente estava com dificuldades de mandar mensagens para alguns amigos.

O conteúdo do famigerado papel mal dobrado:

joséanderlaisilva@hotmeio.com.br


É o acesso à comunicação atropelando o acesso à educação.

6 de ago. de 2009

Você é viciado em internet?

Não consegue desconectar de Twiter, Facebook e MSN???
Pois saiba que para este vício já existe tratamento. É no HC, no Laboratório Integrado do Transtorno do Impulso.

Para testar se o seu nível de uso da web chega a ser patologia:

http://www.dependenciadeinternet.com.br/