23 de fev. de 2011

14 de fev. de 2011

Com a mão no bolso

Enquanto por aqui o problema é encontrar alguém que queira se envolver, do outro lado do mundo o buraco é mais embaixo. Embaixo do colchão.... Os chineses estão precisando de um bolsa casório - quem sabe o Lulinha não passa umas férias por lá e sugere?

Não é a indústria do matrimônio que tem arregalado os olhinhos puxados, até porque, o pessoal lá não é muito exigente com a comida e se vira nos 30 com qualquer vertebrado ou invertebrado que se mova e um poquinho de repolho.
O duro é encontrar algo para chamar de seu. Carro, casa, bike...

O 'Naked Wedding' ou casamento nú, é o nome dado para designar singelos casais apaixonados de chinezinhos que topam encarar a aventura de casar sem ter teto, meio de locomoção ou mesmo um porquinho mais ou menos recheado. Na versão brazuca seria o amor e uma cabana, com a diferença de que lá não cabe a cabana... O lugar é um formigueiro em dia de festa - imagine olhar de cima aquele monte de cabelinho preto e brilhante, andando de lá pra cá com coisinhas coloridas (aquelas irresistíveis e inúteis que custam 1,99). Por lá, woodstock do trabalho das formiguinhas nunca acaba e amor não combina com paz. Combina com mais trabalho para poder comprar uma kitnet fofa de 30m² por mais dinheiro do que se leva 20 anos pra ganhar...

Se o amor ainda tiver como pôr a mão no bolso por lá, tá 'ótemo'!









Nem tudo são rosas: parece editorial de moda, mas é a vida como ela é, chineses recém-casados.

29 de jan. de 2011

Uma trégua com o calor

O termômetro está desafiando nossa sanidade estes últimos dias. Mesmo para quem usufrui do ar condicionado, o entra e sai dele já é de enlouquecer. É Las Vegas no verão, sem a expectativa de encontrar um universo lúdico para adultos ao cruzar o bafo e abrir as portas.

Em semana de moda burbulhando na Bienal, encontrei navegando pela web um acessório fashion e geladinhho. Totalmente customizável ao gosto e tamanho do freguês.

É só adicionar água!
(Ice Me)

21 de jan. de 2011

Endereço da bagunça

"A hesitação é a maior inimiga da faxina." Milton Hatoun - Estadão 21/01/2011

Começo com esta frase porque a verdade em suas poucas palavras é contundente. Todo ser humano se promete em tempo de ano novo - seja ele judaico, chinês, tibetano ou o popular 1/1 do calendário gregoriano - se propõe a fazer uma faxina na vida, uma reciclagem interna e externa. Nessa coluna de hoje Hatoum relata que de fato arregaçou as mangas e deu uma limpa em seu escritório, deoarando-se com itens esquecidos e perdidos.

Por que será que mesmo em era tecnológica nos apegamos tanto aos badulaquezinhos, papéizinhos, pequenas lembranças de momentos que estarão sempre conosco, com ou sem bibelô? Confesso que resisto à usar agenda digital e bloco de notas para as tarefas mais comuns, sou adepta do bom e velho papel e lápis - fui alfabetizada assim, longe de um teclado e estes objetos tão familiares me são indispensáveis e queridos. Canetinhas coloridas e grifa-textos serão sempre mais interessantes para mim do que uma fonte colorida em negrito ou tabelas coloridas em tons pastéis. É um vício adquirido numa época pré CD. Da mesma forma os post its colados no monitor não são a mesma coisa que o programinha post it - onde o telefone da padaria da esquina fica oculto sob janelas na área de trabalho.

Fiz também uma faxina e a voz da razão soa em alto e bom som que realmente nem temos tempo de usar tantas referências em revistas guardadas, papéis com contatos de trabalhos antigos, nomes que já não fazem sentido. Abalrroei dois cestos de lixo e não sinto falta de nada. Deu aquela sensação pós rompimento amoroso: o que que isso estava fazendo aqui por tanto tempo?!

Simplificar a vida atualmente é uma da chaves para o sossego. São tantas coisas para acompanhar - notícias, redes, moda, tecnologia, cultura... - que não sobra tempo para aproveitar os deleites das tarefas cotidianas. Ter um endereço certo para cada coisa é uma organização sustentável, se as coisas ficam instaladas aos trancos e barrancos, um dia elas desabam morro abaixo - e aí a quem culpar se quem as instalou alí foi você mesmo?

18 de jan. de 2011

Com sumo ou sem sumo, eu sumo...

Olá... assim, singelamente retorno de férias para a banca. Voltando à rotina fui à dentista, me redimir pelo sumiço e a consequente falta de toda e qualquer manutenção no ano passado. Ortodonticamente eu não poderia estar mais em sintonia com o modelo de sociedade atual: estou me consumindo. Eu literalmente como os dentes, e fui alertada que se continuar neste ritmo em duas décadas minha boca estará devastada. Semi-desértica com microclima de mangue. Tem algo menos sustentável que isso? Implacável esse consumo desenfreado...